*... no lugar certo todos temos direito de exercermos plenamente algum tipo de loucura salutar... e como sexo é saúde... por que não?*
Lembrei naquela tarde do nada enfadonho dia que decidimos aceitar um convite de um casal conhecido. Claro, pensamos em qualquer coisa relacionada a exibiçao, sexo explícito pra quem gosta de olhar, sei lá.
No endereço uma loja sombria de tatuagens e piercings e a impressao que estávamos equivocados. Alguem percebeu nossas caras de imbecis tarados e perdidos, um cara cheio de tatoos se aproximou do carro :
-a casa é grande. Caso estejam procurando algo mais específico sigam pelo corredor.
E lá fomos nós. Um corredor escuro com chicotes , algemas e afins pendurados e no fim uma sala, uma grande sala.
Havia um tipo de platéia , cadeiras confortáveis e uma garçonete nua. Como num cinema sentamos e esperamos. Na nossa frente um vidro coberto por um tipo de véu. Olhei para as outras pessoas que estavam alí e me chamou a atenção um homem , de terno, aparentando seus 50 anos se masturbando sem qualquer cerimonia . Seu membro estava fora da calça , duro e seus olhos voltados para a garota que servia os drinks sem roupa. Após algum tempo e não havendo qualquer solicitação da parte dele ela se apoiou nos joelhos dele e com muito estilo , com sua bunda arrebitada , terminou o que ele havia iniciado . Limpou a boca e voltou ao pequeno bar num canto da sala.
Ele balançou meu corpo :
-dá uma olhada naquilo... cara!
Duas telespectadoras também não conseguiram esperar o show começar. Quando olhei uma delas já estava com o rosto metido entre as pernas da outra. Extremamente excitante até o momento que um outro cara surgindo de algum lugar qualquer, já que eu não havia percebido sua presença subiu na cadeira ao lado e pediu sexo oral para a mulher que deliciava-se com a *amiga*. Houve um certo constrangimento e algumas frases que basicamente diziam um *não* para o jovem que ofertava seu pênis à elas.
Ele não desistiu. Levantou a bunda da garota que promovia o prazer com sua língua e com seus dedos e mesmo com gritinhos de *nao*... *pára*... meteu de vez seu membro naquela vagina molhada. Sim, molhada. Brilhava de tanta lubrificação.
Pensei na piração do momento. Pessoas desconhecidas fazendo sexo sem proteção. E meu amigo aí com um sorriso babado, cheio de vontade. Era como uma criança visualizando um parque de diversão.
-cara... cara ... delicia!
Elas não relutaram. Ele dispensava à ela golpes fortes num ritmo doido e ela retribuia o prazer nas lambidas que dava na amiga. Parecia realmente uma roda gigante: ele que queria ela, ela que queria ela e a outra que queria os dois.
Era jovem e gozou em poucos minutos. E por ser tão jovem pode dar continuidade ao espetáculo. As garotas se empenharam no membro dele que talvez nem tenha deixado aquela posição erétil de quando subiu na cadeira. Ele gemia , elas gritavam e isso me deixou louca.
Palavrões, frases bem colocadas independente da grosseria das palavras. Enquanto a coisa recomeçava alí conduzí a mão dele para dentro de minha calça. Ele abriu o zíper e fez o mesmo colocando minha mão sobre seu membro. Iniciamos carícias , claro, diferentes mas que nos levariam ao denominador comum, o gozo. Não precisei de muito tempo e depois de ter sentido aquela sensação doida. Quando cheguei no meu limite decidí optar pela caridade sexual e apesar de não me sentir à vontade alí, me posicionei e fiz o que uma mulher deve fazer quando percebe que tem um homem gostoso do seu lado com um pênis suplicando uma boca.
Quem estava na sala ou o que havia atras do vidro, nao era nada perto da sensação de estar proporcionando o gozo de alguém, seja ele ou ela.
O véu foi retirado do vidro . Era o mesmo véu que cegava e continuará cegando os ignorantes , os falsos moralistas.
Pena que ele não pode ser retirado como quem retira uma pano que está sobre uma mesa. Esse véu é tão conveniente para uma sociedade hipocrita que apesar dos furos e dos rasgos , gerados pelo tempo e pela iniciativa de pessoas que estão contentes com sua sexualidade, com seus companheiros sejam eles do mesmo sexo, sejam eles de ambos os sexos, sejam eles de sexos opostos, sejam eles quase mulheres... ele , o véu, continua lá... sujo, podre, mal cheiroso... apesar de ser lavado diariamente, em todos os momentos por conceitos medíocres de pessoas óbvias...
Escrito por CLARA MARINS às 02:11
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obs: aí galera... esse blog tá no começo... muita coisa vai rolar - só não prometo mais as fotos que rolavam nos antigos e um templante legal / sou nerd geral nesses lances aí... -
se vc acessar e reparar que parei de postar é porque tô viajando, de férias... volto em agosto mas estarei lendo os comentários e os e mail enviados para salavirtualdacla@yahoo.com.br sempre que possível... (tô fora de 01 de julho até inicio de agosto e de 01 de dezembro até 01 de fevereiro... fazer o que... folgada... rs)
Envie endereços para link... no caso deste blog preferencialmente c/ conteúdo adulto independente do estilo, gênero, etc... vale tudo! Se você quer recomendar um blog legal... faça o mesmo (via comentários ou e mail)!
Beijos ...
Escrito por CLARA MARINS às 17:52
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Estava no meio de um palco e me apresentava através daquela imensa janela a todos os homens , mulheres e casais que, independente ou nao, se realmente estavam lá olhando, no devaneio da momento, se mordiam de inveja de mim.
Minhas roupas meladas de óleo , o calor do sol invadindo aquele espaço e iluminando o ato. Sabia quem estava alí e sabia que nunca mais pararíamos. Era evidente , era profano.
Ele puxou a gola da blusa e aproximou meu rosto de sua boca , lambeu meus lábios.
-era pra ser uma surpresa ... me beija!
-louco...
Estava vestida, somente o que nos interessava estava exposto. Coloquei meus pés sobre seus ombros e ele continuou me lambendo. Estava vestido até porque sabia o quanto me excitava manter qualquer tipo de relação como se fosse algo improvável, inevitável . Como se não tivéssemos tempo e paciencia para aquela coisa chata de ir tirando cada peça aos poucos. A demora acaba amenizando a agressividade ou , como queira, a naturalidade cheia de pressa, desses momentos.
Ele me levou até a janela e me fez ajoelhar . Pediu para ser chupado e só aí retirou a venda.
-chupa e olha pra mim...
Estava tão lindo, só o zíper de sua calça aberto e alguns botoes da blusa. Fiz como deveria ser feito, lambí sua virilha e todo seu sexo.
Fui puxada pelo cabelo. Fiquei de pé e de frente para aquela paisagem . Ele se posicionou atrás de mim. Enfiou os dedos em minha boca , beijou e mordeu minhas costas e meu pescoço. Se masturbou com a outra mão. Sentí escorrer pelas minhas coxas seu gozo, ouví sua respiração ofegante , alterada. Percebí que não havia sido para mim. havia sido *para todos eles* que eu havia sido apenas *seu* brinquedo, um alívio para seus anseios imediatistas.
-bom... é bem arejado... o proprietário aceita uma contra proposta...
Sentei no chão e comecei a rir.
Escrito por CLARA MARINS às 17:14
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Ele me levava para casa e assim do contato diário, do coleguismo, surgiu uma agradável amizade. Depois que saíamos dalí, dos bares, comentávamos sobre o assunto e no final das contas sabíamos bem do que gostávamos , o que desejávamos.
Recebí um recado numa folha de papel sobre a venda de um loft. Gostei das características do local e conforme o solicitado no recado comparecí ao prédio e quem sabe desta vez eu conseguiria dar fim à minha busca por um estúdio.
Subí até o apartamento e fui entrando já que a porta estava encostada. Havia uma janela gingantesca que dava de frente para outros apartamentos da região. Havia uma cadeira no meio do estúdio e um pedido:
-sente-se e feche os olhos. Voce não vai se arrepender. Ah! Se fizer o que estou pedindo garanto um bom preço neste loft, ok? Faça... agora!
Taí algo que me enlouquecia. Qualquer coisa fora do padrão, algo sem previsão. Olhei mais uma vez para a janela e o mundo parecia ter parado para ver o que aconteceria alí. Imaginei todos os moradores dos apartamentos e seus binóculos , telescópios, filmadoras e potentes máquinas digitais à postos para assistirem qualquer coisa que transformaria , pelo menos aquela noite, com seus respectivos parceiros , uma noite interminável de prazeres impostos pela visão do que rolaria por alí...
Então , fiz exatamente o que ele pediu.
Após sentar-me recebí uma venda e não ví e também não me esforcei para, mais nada. Estava com uma blusa branca e um generoso decote. Sentí algo escorrer por entre meus seios, era quente e perfumado. Em seguida as mãos dele começaram à espalhar o líquido por dentro do meu sutiã, em meus ombros e pescoço. Com certeza estava de pé atrás de mim. Sentí o peso de seu corpo e reconhecí o cheiro quando , ainda atrás da cadeira, colocou-se sobre minhas costas e puxou minha saia. Mais óleo, mais carícias por entre as pernas , na virilha.
Ajoelhou-se em minha frente , fez em meus pés e foi subindo com pressão . As carícias eram deliciosamente isentas de sutilidade.
Eu já sabia quem era. Afinal, quem logo num primeiro encontro seria tão abusado, exibicionista, direto e faria tudo aquilo sabendo que enquanto não houvesse uma ordem para, jamais eu pediria para vê-lo ou em momento algum tiraria a venda para visualiza-lo.
Não demorou para que afastasse minhas pernas e realizasse com dedos e língua , sexo oral. Afastou a calcinha e envolveu suas mãos onde pôde. Colocou seus dedos onde pudessem ser pressionados pela minha pele, fora e dentro de meu corpo. Molhou-me com generosas lambidas e decidiu sentir o sabor de cada parte do que poderia ter acesso. Minha vagina, meu ânus, parque de diversões com brinquedos proibidos para quem não desejo o melhor de um momento como aqueles. Com um, dois, tres dedos... até onde sua língua pudesse alcançar.
Eu apertava o encosto da cadeira e sussurrava ...
-mais...
Escrito por CLARA MARINS às 18:24
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Como essa relação havia moldado meu perfil sexual eu nem saberia direito responder.
Ele percebeu que eu estava totalmente disponível e que respondia positivamente às apelações depravadas que fazia. Fácil acesso, fácil demais.
*... nosso cartão de visitas. O modo de falar, o jeito como nos expressamos. A roupa , o decote, uma fenda. O perfume, a cor do cabelo e da maquiagem. Tudo o que somos podemos comprar em uma loja de departamentos, num mercado qualquer. Podemos compor um ser ideal para qualquer situação porque a demanda de opções para tanto é interminável. A sociedade colocou à disposição de suas presas intermináveis gêneros , estilos, etc, etc, etc, para que possamos , dentro do que é moralmente correto, fornecermos o que temos de mais supérfluo e mais impressionante: nossa aparência. Exibir-se , esta é a primeira ordem! Depois contenha-se ...*
Éramos colegas numa grande empresa. Ele, um corretor fardado ao sucesso. Sempre bem vestido e com aquele sorriso fácil. Uma beleza comum, um cara comum.
Estávamos sempre em contato, afinal, os departamentos de venda e jurídico dividiam o mesmo andar da empresa.
Depois do expediente saíamos para boates ou bares em grandes turmas que no final das contas acabavam se dividindo em pequenos grupos que provávelmente *falavam a mesma língua* . O nosso grupo era o mais agitado e moralmente incorreto. As mulheres escutavam as histórias dos homens , inventadas ou não, e depois retrucavam narrando suas aventuras . Como sempre , eu gostava apenas de ouvir e mais tarde ver. Era muito engraçado, patético. Como eles lutavam pelo primeiro lugar na arte do exibicionismo , não só visual como no que diz respeito às empreitadas sexuais.
Escrito por CLARA MARINS às 18:01
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