*... ser sexy é ser sexy! Não está atrelado à beleza. Não há um padrão. É a maneira como olham, como andam, como seguram um cigarro. Ser sexy é ter algo de canalha. Um homem sexy têm uma beleza canalha e um comportamento canalha. É como o ditado: bonitinho mas ordinário. Poderia ser: é bonitinho e tão ordinário...*
Nos conhecemos há tantos anos. Amigos fiéis, amantes sem igual.
Um dia escrevemos em minha agenda alguns mandamentos sobre o tipo de transa que nos satisfazia...
-salvar todos os bons sites de *rape* e frequentar , mesmo que esporadicamente, casas onde role sexo ao vivo ou casas de swing onde seja permitido apenas olhar sem obrigatoriamente participar
-dizer o que se deseja sem rodeios como por exemplo *quero sexo e é pra já...*
-evitar lugares comuns como por exemplo um quarto , uma cama
-de vez em quando se epenhar num menage (no caso só com outra mulher...)
-evitar preliminares longas com beijos melados e frases românticas. Velas, champanhe, rosas e afins, jamais
-apertar, morder, falar muita merda
-ser agressivo nos toques, no sexo oral. Ah, enquanto estiver rolando oral olhar nos olhos de quem está recebendo pra saber quando já encheu o saco
-meter sem dó, dedos, lingua, pênis...
-um pouco de sado, um pouco de dor
-não fazer rodeio para passar de vaginal para anal e quando estiver por alí faça sem medo de machucar
-alternar vaginal , oral, anal todo o tempo e narrar o que está rolando com uma certa perversidade
-avisar em alto e bom tom quando está pra gozar... é uma satisfação para quem sente e para quem olha
E por aí vai. Basicamente falta do que fazer depois de alguma transa, uma caneta e um papel por perto.
Sei lá, deve estar em alguma de minhas antigas agendas.
Desejávamos que fosse assim, de repente e sem frescuras. Rolava em qualquer lugar , de qualquer jeito. A dor sempre foi parte integrante do contrato que nos concedia o direito ao prazer.
Mais tarde iniciaríamos a fase *voyeur*, nas festinhas que rolavam em suites luxuosas de flats ou moteis. Ele sempre participava ativamente. Eu, como já disse, participava como telespectadora e na maioria das vezes filmava o que rolava ou tirava fotos em maquinas digitais. Para não comprometer o clima, afinal, pessoas que jamais imaginaríamos que poderiam participar daquilo deixavam na porta do quarto todas as suas inibições e mergulhavam , irreconhecíveis, libertas, num mundo paralelo onde o prazer carnal era o nosso único interesse, as imagens eram apagadas assim que a maioria dava uma olhadinha.
Escrito por CLARA MARINS às 01:47
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