***A CONFRARIA DE ANJOS PROFANOS***


(tô teclando só uma vez por semana ok? Alguma sugestão? salavirtualdacla@yahoo.com.br )

Escrito por CLARA MARINS às 02:25
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*... ser sexy é ser sexy! Não está atrelado à beleza. Não há um padrão. É a maneira como olham, como andam, como seguram um cigarro. Ser sexy é ter algo de canalha. Um homem sexy têm uma beleza canalha e um comportamento canalha. É como o ditado: bonitinho mas ordinário. Poderia ser: é bonitinho e tão ordinário...*

Nos conhecemos há tantos anos. Amigos fiéis, amantes sem igual.

Um dia escrevemos em minha agenda alguns mandamentos sobre o tipo de transa que nos satisfazia...

-salvar todos os bons sites de *rape* e frequentar , mesmo que esporadicamente, casas onde role sexo ao vivo ou casas de swing onde seja permitido apenas olhar sem obrigatoriamente participar

-dizer o que se deseja sem rodeios como por exemplo *quero sexo e é pra já...*

-evitar lugares comuns como por exemplo um quarto , uma cama

-de vez em quando se epenhar num menage (no caso só com outra mulher...)

-evitar preliminares longas com beijos melados e frases românticas. Velas, champanhe, rosas e afins, jamais

-apertar, morder, falar muita merda

-ser agressivo nos toques, no sexo oral. Ah, enquanto estiver rolando oral olhar nos olhos de quem está recebendo pra saber quando já encheu o saco

-meter sem dó, dedos, lingua, pênis...

-um pouco de sado, um pouco de dor

-não fazer rodeio para passar de vaginal para anal e quando estiver por alí faça sem medo de machucar

-alternar vaginal , oral, anal todo o tempo e narrar o que está rolando com uma certa perversidade

-avisar em alto e bom tom quando está pra gozar... é uma satisfação para quem sente e para quem olha

E por aí vai. Basicamente falta do que fazer depois de alguma transa, uma caneta e um papel por perto. 

Sei lá, deve estar em alguma de minhas antigas agendas.

Desejávamos que fosse assim, de repente e sem frescuras. Rolava em qualquer lugar , de qualquer jeito. A dor sempre foi parte integrante do contrato que nos concedia o direito ao prazer. 

Mais tarde iniciaríamos a fase *voyeur*, nas festinhas que rolavam em suites luxuosas de flats ou moteis. Ele sempre participava ativamente. Eu, como já disse, participava como telespectadora e na maioria das vezes filmava o que rolava ou tirava fotos em maquinas digitais. Para não comprometer o clima, afinal, pessoas que jamais imaginaríamos que poderiam participar daquilo deixavam na porta do quarto todas as suas inibições e mergulhavam , irreconhecíveis, libertas, num mundo paralelo onde o prazer carnal era o nosso único interesse, as imagens eram apagadas assim que a maioria dava uma olhadinha.

   



Escrito por CLARA MARINS às 01:47
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uma nova tentativa...

(sem fotos... apenas o básico... teclando só uma vez por semana)

 

*...  não estamos vivendo a era da liberdade ... dizendo não aos princípios mais feministas... estamos vivendo intensamente a era da libertinagem... será que vc me entende? É preciso chegar ao fundo do poço para , num impulso pela sobrevivência, voltarmos à tona... *

Grades que construímos em torno de nós mesmos.  

Aquela piscina era um espelho vivo refletindo o que não queremos ver ou pior, o que não queremos que os outros vejam.

A suíte parecia uma magazine do sexo. Mulheres lapidadas por bisturis. Seios e bundas peenchidos num fast food de vaidade extrema . Homens, seus corpos tão bem definidos e a virilidade *azul* . Gente pra todos os gostos. Era só escolher com  quem e como.

Na maioria das vezes eu só observava. 

Adorava vê-las juntas, sem a presença do macho dominante. Se tocavam com uma afinidade sem fim. Dedos e línguas , sussurros e olhares. Não havia possibilidade de alguma novata alí não se render à tamanha afinidade.  

-venha comigo...  querida!

Ela segurou minha mão e deitou em cima da mesa. Não demorou muito para que outras duas se aproximassem.

-a festinha aqui é particular meninas...

Suas mãos percorreram meu corpo de forma agressiva . Promoveu um revolução de sensações e em poucos minutos fez com que eu gozasse em seus dedos. Aproximou-se do meu rosto e me fez lamber sua mão...

-queria sentir seu gosto . É ótimo...

Ao vê-la retornando à piscina ví que ele esteve lá durante aqueles poucos minutos. Deitado num sofá próximo, sorriu. Claro, somente alguém que me conhecesse muito bem saberia que beijos demorados e preliminares meladas não me deixariam mais ou menos excitada. Tudo foi tão técnico que deveria supor que ela estava alí porque alguém havia pedido e esse alguém ofereceu àquela mulher todas as coordenadas , o jeito correto de proceder.

-como você é bobo... 

-como você é gostosa...

  

 

 

 

 

 

 

  



Escrito por CLARA MARINS às 23:25
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