Imendando a solicitação patética que havia feito em relação aos peitos dela
-parei com as drogas... este show bizarro foi um tipo de despedida...
Péssima tentativa de ofendê-la , eu concordo!
-desculpe-me. todos aqui fumam. aliás, fumam, cheiram e tem pra todo gosto. quando éramos um grupo de amigos que alugava o espaço para a realização de nossos fetiches e o que rolasse era diferente. todos fumavam e era só isso. hoje perderam o controle. antes ficavam alegres e trepavam durante horas. não rendem nada depois que cheiram . mas o show tem que continuar
Fiquei alí vendo a rainha se transformar em uma , sei lá, insatisfeita empresária
-alguns começaram a trazer garotas de programa para os encontros. perdemos o controle. pagávamos porque era legal, nao nos comprometia. as garotas trouxeram pessoas estranhas ao grupo que por vezes participavam e outras apenas assistiam e sem que soubéssemos cobravam pelo espetáculo. ninguém aqui estava satisfeito , decepções profissionais ou decepções em suas vidas amorosas, sabe? poderíamos fazer daquilo algo especial , um trabalho paralelo que achávamos que uniría o útil ao agradável. era apenas um salão e depois transformou-se num pequeno teatro, claro, você viu. um lixo. pessoas entrando e saíndo e não tínhamos mais liberdade, fazíamos o que eles desejam ver. hoje todos estão fodidos , estão drogados e é isso.
-vocês vivem disso?
-a maioria têm emprego, alguns são empresários. temos duas garotas donas de uma loja dessas de roupa de grife. tem gente casada e tem até casais. eu investí muito nisto então dou as ordens, literalmente
Desejei ir embora.
-não precisa pagar pra me tocar... você é linda
E como tudo naquele lugar , uma sequencia de situações estranhas e decepcionantes, nos beijamos. Quem poderia saber, quem poderia me condenar. Eu estava alí e mais uma vez, por que não?
Minhas mãos tocaram seus seios que já estavam expostos sobre o corpete. Eram duros, muito duros .
Ela empurrou meu rosto devagar e pediu para que os lambesse. Fui beijando seu pescoço e por entre seus seios . Passei a língua em volta de seus mamilos e chupei os bicos rigídos de prazer. Mordí , apertei e fiz com que a rainha caída sorrisse. Ela deitou-se sobre a mesa e eu de pé , atrás de seus ombros , continuei a tocá-los. Nesta posição ela pôde abrir minha blusa , abrir meu sutiã e retribuir as carícias. Me surpreendí com seus toques sutís e sua língua ágil.
Ví suas mãos se mexendo por dentro de sua calcinha
-por favor, nao pare
Em nenhum momento pensei em contornar a mesa e ajudá-la naquela masturbação. Tive nojo, pensei no momento que ela havia transado com o cara no chão.
Nos beijamos e retornamos as carícias. Suas mãos se movimentavam com mais rapidez e agressividade. Finalmente teve um orgasmo e com certeza um orgasmo verdadeiro, como há meses não tinha.
Eu? Estava bem. Havia feito o que queria. Toquei, lambí e mordí os seios mais lindos que já ví. Estava excitada , molhada e poderia implorar por , pelo menos, alguns minutos de atenção, alguns minutos de seus dedos enfiados em mim.
Deixei ela sozinha e retornei à platéia. O movimento havia aumentado.
-e aí? pensei que fosse te ver num biquini de couro, coberta de parafina...
-dane-se
-porra... onde você tava... enfiaram uma vela acesa no rabo daquele gordinho alí...(rs)
-dane-se
*... quem está corrompendo quem?
até o prazer deixa de ser um direito natural , algo inerente à qualquer ser humano e pode ser vendido em lojas... comprado em qualquer esquina...
Cenas de sexo alucinantes e sensação que não temos o suficiente , não conhecemos ninguém que nos ofertasse tanta loucura. Um filme e todos aqueles pintos enormes e vaginas ... um colega relatando suas aventuras sexuais ...
Até onde chegaremos para buscar algo que *achamos* que ainda não experimentamos ?
Não faz mal acreditar. Mas ... invente seu próprio Kama Sutra e se dê por contente com o seu limite... *
Escrito por CLARA MARINS às 00:42
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* ... algumas voltas e novamente o exibicionismo...
assim como um pastor histérico tentando resgatar nossas almas perdidas e convertê-las à sua verdade... assim como o autor de um livro de auto ajuda que está pela décima semana na lista dos mais vendidos cujo o escritor sonha, além da grana de seus direitos , transformar a vida do leitor, resgatá-lo do fundo do poço...
assim como todos...
assim como eu... tentando provocar debaixo de suas roupas algum tipo de sensação... querendo fazer parte desse seu mundinho louco...
sempre desejamos dominar alguém e na maioria das vezes o que tanto desejamos dominar está além , fora de nosso alcance...*
Enquanto a cortina era afastada uma tempestade de pensamentos ou de culpas , não sei, tomaram conta de minha mente. Há algumas semanas meu rendimento no escritório não era satisfatório e eu sabia que o dele também não. Estava sempre ansiosa para saber qual seria nossa próxima aventura, o que faríamos para desagradar nossos princípios religiosos ou sociais.
Era um encontro planejado pelo destino. Estávamos revivendo as mesmas situações de quando tínhamos 20 anos ou por aí. Com uma pequena diferença , com paciência e porque não, responsabilidade. Ele me inspirava segurança , me fazia rir e o melhor me tocava e me presenteava com o gozo. Poderia ser qualquer outro, poderia ser qualquer outra.
Não havíamos transado e não ficava especulando os porquês disto. Numa hora qualquer rolaria.
Penso que iniciamos aquilo por vaidade. Ele , um homem de 40 anos, tentando mostrar virilidade. Eu e meus 30 e alguma coisa e minha eterna falta de equilíbrio. Inconsequente me envolvia com facilidade em situações ou com pessoas que me fizessem rir, que não me lembrassem da palavra *compromisso* . Eu aceitava tudo o que ele me oferecia. Uma mulher vulgar com elegância, com um certo status profissional, sei lá.
Não conversávamos sobre o que estava acontecendo. Provavelmente chegaríamos a conclusão que tudo aquilo era bobagem, que o tempo havia passado e deveríamos nos render aos encantos do dia a dia de pessoas comedidas que acordam, tomam seu café, enfiam sua bunda numa cadeira durante 8 ou 10 horas do dia, voltam para casa, beijam seus filhos, jantam e assistem tv até adormecerem e no dia seguinte repetir o ritual...
Ví a rainha entrando e poderia ficar alí olhando para ela por toda a vida. Enfiada num corpete de couro , seios à mostra. Seios moldados por próteses, enormes, lindos.
Sua pele tão branca, sua postura, seus cabelos.
Outras coisas rolavam naquele palco. Casais ou grupos pequenos faziam o que deveriam fazer . E ela continuava andando , vigiando seus escravos. Às vezes puxava os cabelos de um ou outro e dizia , esfregando o rosto deles no sexo do parceiro , para que fizesse como ela havia ensinado.
Patético, estranho, dependendo do ângulo, exótico, sensual. Nada do que eu imaginava .
Apesar das correntes , chicotes e afins, ela controlava com certa sutilidade seus agregados. Imaginava pessoas apanhando , sangrando e por aí vai.
Ela, a rainha, *se* metia no meio deles quando estavam distraídos. Empurrava a mulher que chupava o sexo da outra e sem qualquer cerimônia enfia todos os dedos na vagina da garota que por acaso parecia desejar aquilo mais do que qualquer coisa. O jeito como ela manipulava o clitoris , a maneira como alternava língua e dedos. a sequencia que determinava hora vaginal, hora anal, fez a escrava chegar ao orgasmo com muita rapidez.
Abraçou o cara que montava numa mulher de quatro quando possivelmente ele estaria *para gozar*. Ele se virou , deixando a outra largada onde estava e ajoelhou-se . Talvez fosse o preferido da rainha. Ela também se ajoelhou , chupou seu penise , de certa forma, obrigou-o a lambê-la estupidamente.
Voltava à posição anterior, com a bunda para sua platéia e manipulava seu membro , as vezes com a mão, outras vezes com a boca.
-se você gozar na minha boca vai se foder, escutou? você sabe o que eu faço quando você não me obedece?
De qualquer forma não foi algo muito demorado. Ela se deitou no chão , de bruços e de frente para o vidro. Ele afastou sua roupa e deu fortes estocadas que infelizmente não conseguí perceber se eram em sua vagina ou em sua bunda. Enquanto recebia os golpes ela se empenhou em deixar-me numa situação constrangedora e excitante. Com certeza já havia notado minha presença desde o início e enquanto permitia que seu escravo montasse nela me olhava e nada que acontecesse alí faria ela desviar aquele olhar .
Tão maravilhoso é o rosto de uma mulher recebendo sexo.
Lí em seus lábios
-você me quer? você quer ele?
De repente ela se esquiva da transa . Levanta-se e desaparece. Ele retorna a parceira anterior.
-gosta do que vê?
De alguma maneira havia saído do aquário e seu rosto estava próximo ao meu. Sentí vergonha, medo, vontade de sair correndo.
Lá dentro o show continuava
-vem comigo... por que não faz parte da nossa brincadeira?
Ele percebeu e sabiamente se afastou , mudando de lugar.
Eu estava tremendo. Em algum momento eu deixei que ela tivesse a certeza que poderia me conduzir ou à ela ou a ele.
Seguí aquela mulher que era ainda mais linda do que parecia anteriormente. Puxou-me pela mão
-filho da puta você me paga ... faz alguma coisa
Num corredor escuro abriu a porta de uma sala , um escritório
-você nunca esteve aqui. deseja o que realmente? afinal não está aqui à toa
-curiosidade
-gostou de alguem? posso negociar um de meus escravos ou quem sabe uma de minhas escravas? quem sabe um menage... seu namorado ...
-não... é um amigo
-sei... você e seu amigo benzinho ... são curiosos... conheço todos que frequentam essa espelunca
Passando a mão em meus cabelos, pelo rosto , pescoço e seio, por cima da blusa. Tive tanta vontade de fazer o mesmo mas ela continuou
-o jeito de vocês, suas roupas ... sabe? tipinhos que tem dinheiro, pagam qualquer coisa para experimentarem algo diferente... o que desejam? aqui se paga para entrar e a critério do cliente para sair... sair com o que vieram buscar...
Fiquei puta. Não porque achava que estávamos desejando algo ou alguém mas por me tratar como uma inocente perdida num mundo de perversões
-mesmo? quanto você cobra pra deixar que eu toque em seus seios... não, quero tocá-los e lambê-los... quanto?
A expressão de seu rosto mudou totalmente. Ela se afastou e abriu uma das gavetas da mesa. Pegou num pacote um cigarro, um baseado
-quer?
Escrito por CLARA MARINS às 16:09
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*... no lugar certo todos temos direito de exercermos plenamente algum tipo de loucura salutar... e como sexo é saúde... por que não?*
Lembrei naquela tarde do nada enfadonho dia que decidimos aceitar um convite de um casal conhecido. Claro, pensamos em qualquer coisa relacionada a exibiçao, sexo explícito pra quem gosta de olhar, sei lá.
No endereço uma loja sombria de tatuagens e piercings e a impressao que estávamos equivocados. Alguem percebeu nossas caras de imbecis tarados e perdidos, um cara cheio de tatoos se aproximou do carro :
-a casa é grande. Caso estejam procurando algo mais específico sigam pelo corredor.
E lá fomos nós. Um corredor escuro com chicotes , algemas e afins pendurados e no fim uma sala, uma grande sala.
Havia um tipo de platéia , cadeiras confortáveis e uma garçonete nua. Como num cinema sentamos e esperamos. Na nossa frente um vidro coberto por um tipo de véu. Olhei para as outras pessoas que estavam alí e me chamou a atenção um homem , de terno, aparentando seus 50 anos se masturbando sem qualquer cerimonia . Seu membro estava fora da calça , duro e seus olhos voltados para a garota que servia os drinks sem roupa. Após algum tempo e não havendo qualquer solicitação da parte dele ela se apoiou nos joelhos dele e com muito estilo , com sua bunda arrebitada , terminou o que ele havia iniciado . Limpou a boca e voltou ao pequeno bar num canto da sala.
Ele balançou meu corpo :
-dá uma olhada naquilo... cara!
Duas telespectadoras também não conseguiram esperar o show começar. Quando olhei uma delas já estava com o rosto metido entre as pernas da outra. Extremamente excitante até o momento que um outro cara surgindo de algum lugar qualquer, já que eu não havia percebido sua presença subiu na cadeira ao lado e pediu sexo oral para a mulher que deliciava-se com a *amiga*. Houve um certo constrangimento e algumas frases que basicamente diziam um *não* para o jovem que ofertava seu pênis à elas.
Ele não desistiu. Levantou a bunda da garota que promovia o prazer com sua língua e com seus dedos e mesmo com gritinhos de *nao*... *pára*... meteu de vez seu membro naquela vagina molhada. Sim, molhada. Brilhava de tanta lubrificação.
Pensei na piração do momento. Pessoas desconhecidas fazendo sexo sem proteção. E meu amigo aí com um sorriso babado, cheio de vontade. Era como uma criança visualizando um parque de diversão.
-cara... cara ... delicia!
Elas não relutaram. Ele dispensava à ela golpes fortes num ritmo doido e ela retribuia o prazer nas lambidas que dava na amiga. Parecia realmente uma roda gigante: ele que queria ela, ela que queria ela e a outra que queria os dois.
Era jovem e gozou em poucos minutos. E por ser tão jovem pode dar continuidade ao espetáculo. As garotas se empenharam no membro dele que talvez nem tenha deixado aquela posição erétil de quando subiu na cadeira. Ele gemia , elas gritavam e isso me deixou louca.
Palavrões, frases bem colocadas independente da grosseria das palavras. Enquanto a coisa recomeçava alí conduzí a mão dele para dentro de minha calça. Ele abriu o zíper e fez o mesmo colocando minha mão sobre seu membro. Iniciamos carícias , claro, diferentes mas que nos levariam ao denominador comum, o gozo. Não precisei de muito tempo e depois de ter sentido aquela sensação doida. Quando cheguei no meu limite decidí optar pela caridade sexual e apesar de não me sentir à vontade alí, me posicionei e fiz o que uma mulher deve fazer quando percebe que tem um homem gostoso do seu lado com um pênis suplicando uma boca.
Quem estava na sala ou o que havia atras do vidro, nao era nada perto da sensação de estar proporcionando o gozo de alguém, seja ele ou ela.
O véu foi retirado do vidro . Era o mesmo véu que cegava e continuará cegando os ignorantes , os falsos moralistas.
Pena que ele não pode ser retirado como quem retira uma pano que está sobre uma mesa. Esse véu é tão conveniente para uma sociedade hipocrita que apesar dos furos e dos rasgos , gerados pelo tempo e pela iniciativa de pessoas que estão contentes com sua sexualidade, com seus companheiros sejam eles do mesmo sexo, sejam eles de ambos os sexos, sejam eles de sexos opostos, sejam eles quase mulheres... ele , o véu, continua lá... sujo, podre, mal cheiroso... apesar de ser lavado diariamente, em todos os momentos por conceitos medíocres de pessoas óbvias...
Escrito por CLARA MARINS às 02:11
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obs: aí galera... esse blog tá no começo... muita coisa vai rolar - só não prometo mais as fotos que rolavam nos antigos e um templante legal / sou nerd geral nesses lances aí... -
se vc acessar e reparar que parei de postar é porque tô viajando, de férias... volto em agosto mas estarei lendo os comentários e os e mail enviados para salavirtualdacla@yahoo.com.br sempre que possível... (tô fora de 01 de julho até inicio de agosto e de 01 de dezembro até 01 de fevereiro... fazer o que... folgada... rs)
Envie endereços para link... no caso deste blog preferencialmente c/ conteúdo adulto independente do estilo, gênero, etc... vale tudo! Se você quer recomendar um blog legal... faça o mesmo (via comentários ou e mail)!
Beijos ...
Escrito por CLARA MARINS às 17:52
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Estava no meio de um palco e me apresentava através daquela imensa janela a todos os homens , mulheres e casais que, independente ou nao, se realmente estavam lá olhando, no devaneio da momento, se mordiam de inveja de mim.
Minhas roupas meladas de óleo , o calor do sol invadindo aquele espaço e iluminando o ato. Sabia quem estava alí e sabia que nunca mais pararíamos. Era evidente , era profano.
Ele puxou a gola da blusa e aproximou meu rosto de sua boca , lambeu meus lábios.
-era pra ser uma surpresa ... me beija!
-louco...
Estava vestida, somente o que nos interessava estava exposto. Coloquei meus pés sobre seus ombros e ele continuou me lambendo. Estava vestido até porque sabia o quanto me excitava manter qualquer tipo de relação como se fosse algo improvável, inevitável . Como se não tivéssemos tempo e paciencia para aquela coisa chata de ir tirando cada peça aos poucos. A demora acaba amenizando a agressividade ou , como queira, a naturalidade cheia de pressa, desses momentos.
Ele me levou até a janela e me fez ajoelhar . Pediu para ser chupado e só aí retirou a venda.
-chupa e olha pra mim...
Estava tão lindo, só o zíper de sua calça aberto e alguns botoes da blusa. Fiz como deveria ser feito, lambí sua virilha e todo seu sexo.
Fui puxada pelo cabelo. Fiquei de pé e de frente para aquela paisagem . Ele se posicionou atrás de mim. Enfiou os dedos em minha boca , beijou e mordeu minhas costas e meu pescoço. Se masturbou com a outra mão. Sentí escorrer pelas minhas coxas seu gozo, ouví sua respiração ofegante , alterada. Percebí que não havia sido para mim. havia sido *para todos eles* que eu havia sido apenas *seu* brinquedo, um alívio para seus anseios imediatistas.
-bom... é bem arejado... o proprietário aceita uma contra proposta...
Sentei no chão e comecei a rir.
Escrito por CLARA MARINS às 17:14
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Ele me levava para casa e assim do contato diário, do coleguismo, surgiu uma agradável amizade. Depois que saíamos dalí, dos bares, comentávamos sobre o assunto e no final das contas sabíamos bem do que gostávamos , o que desejávamos.
Recebí um recado numa folha de papel sobre a venda de um loft. Gostei das características do local e conforme o solicitado no recado comparecí ao prédio e quem sabe desta vez eu conseguiria dar fim à minha busca por um estúdio.
Subí até o apartamento e fui entrando já que a porta estava encostada. Havia uma janela gingantesca que dava de frente para outros apartamentos da região. Havia uma cadeira no meio do estúdio e um pedido:
-sente-se e feche os olhos. Voce não vai se arrepender. Ah! Se fizer o que estou pedindo garanto um bom preço neste loft, ok? Faça... agora!
Taí algo que me enlouquecia. Qualquer coisa fora do padrão, algo sem previsão. Olhei mais uma vez para a janela e o mundo parecia ter parado para ver o que aconteceria alí. Imaginei todos os moradores dos apartamentos e seus binóculos , telescópios, filmadoras e potentes máquinas digitais à postos para assistirem qualquer coisa que transformaria , pelo menos aquela noite, com seus respectivos parceiros , uma noite interminável de prazeres impostos pela visão do que rolaria por alí...
Então , fiz exatamente o que ele pediu.
Após sentar-me recebí uma venda e não ví e também não me esforcei para, mais nada. Estava com uma blusa branca e um generoso decote. Sentí algo escorrer por entre meus seios, era quente e perfumado. Em seguida as mãos dele começaram à espalhar o líquido por dentro do meu sutiã, em meus ombros e pescoço. Com certeza estava de pé atrás de mim. Sentí o peso de seu corpo e reconhecí o cheiro quando , ainda atrás da cadeira, colocou-se sobre minhas costas e puxou minha saia. Mais óleo, mais carícias por entre as pernas , na virilha.
Ajoelhou-se em minha frente , fez em meus pés e foi subindo com pressão . As carícias eram deliciosamente isentas de sutilidade.
Eu já sabia quem era. Afinal, quem logo num primeiro encontro seria tão abusado, exibicionista, direto e faria tudo aquilo sabendo que enquanto não houvesse uma ordem para, jamais eu pediria para vê-lo ou em momento algum tiraria a venda para visualiza-lo.
Não demorou para que afastasse minhas pernas e realizasse com dedos e língua , sexo oral. Afastou a calcinha e envolveu suas mãos onde pôde. Colocou seus dedos onde pudessem ser pressionados pela minha pele, fora e dentro de meu corpo. Molhou-me com generosas lambidas e decidiu sentir o sabor de cada parte do que poderia ter acesso. Minha vagina, meu ânus, parque de diversões com brinquedos proibidos para quem não desejo o melhor de um momento como aqueles. Com um, dois, tres dedos... até onde sua língua pudesse alcançar.
Eu apertava o encosto da cadeira e sussurrava ...
-mais...
Escrito por CLARA MARINS às 18:24
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Como essa relação havia moldado meu perfil sexual eu nem saberia direito responder.
Ele percebeu que eu estava totalmente disponível e que respondia positivamente às apelações depravadas que fazia. Fácil acesso, fácil demais.
*... nosso cartão de visitas. O modo de falar, o jeito como nos expressamos. A roupa , o decote, uma fenda. O perfume, a cor do cabelo e da maquiagem. Tudo o que somos podemos comprar em uma loja de departamentos, num mercado qualquer. Podemos compor um ser ideal para qualquer situação porque a demanda de opções para tanto é interminável. A sociedade colocou à disposição de suas presas intermináveis gêneros , estilos, etc, etc, etc, para que possamos , dentro do que é moralmente correto, fornecermos o que temos de mais supérfluo e mais impressionante: nossa aparência. Exibir-se , esta é a primeira ordem! Depois contenha-se ...*
Éramos colegas numa grande empresa. Ele, um corretor fardado ao sucesso. Sempre bem vestido e com aquele sorriso fácil. Uma beleza comum, um cara comum.
Estávamos sempre em contato, afinal, os departamentos de venda e jurídico dividiam o mesmo andar da empresa.
Depois do expediente saíamos para boates ou bares em grandes turmas que no final das contas acabavam se dividindo em pequenos grupos que provávelmente *falavam a mesma língua* . O nosso grupo era o mais agitado e moralmente incorreto. As mulheres escutavam as histórias dos homens , inventadas ou não, e depois retrucavam narrando suas aventuras . Como sempre , eu gostava apenas de ouvir e mais tarde ver. Era muito engraçado, patético. Como eles lutavam pelo primeiro lugar na arte do exibicionismo , não só visual como no que diz respeito às empreitadas sexuais.
Escrito por CLARA MARINS às 18:01
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(tô teclando só uma vez por semana ok? Alguma sugestão? salavirtualdacla@yahoo.com.br )
Escrito por CLARA MARINS às 02:25
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*... ser sexy é ser sexy! Não está atrelado à beleza. Não há um padrão. É a maneira como olham, como andam, como seguram um cigarro. Ser sexy é ter algo de canalha. Um homem sexy têm uma beleza canalha e um comportamento canalha. É como o ditado: bonitinho mas ordinário. Poderia ser: é bonitinho e tão ordinário...*
Nos conhecemos há tantos anos. Amigos fiéis, amantes sem igual.
Um dia escrevemos em minha agenda alguns mandamentos sobre o tipo de transa que nos satisfazia...
-salvar todos os bons sites de *rape* e frequentar , mesmo que esporadicamente, casas onde role sexo ao vivo ou casas de swing onde seja permitido apenas olhar sem obrigatoriamente participar
-dizer o que se deseja sem rodeios como por exemplo *quero sexo e é pra já...*
-evitar lugares comuns como por exemplo um quarto , uma cama
-de vez em quando se epenhar num menage (no caso só com outra mulher...)
-evitar preliminares longas com beijos melados e frases românticas. Velas, champanhe, rosas e afins, jamais
-apertar, morder, falar muita merda
-ser agressivo nos toques, no sexo oral. Ah, enquanto estiver rolando oral olhar nos olhos de quem está recebendo pra saber quando já encheu o saco
-meter sem dó, dedos, lingua, pênis...
-um pouco de sado, um pouco de dor
-não fazer rodeio para passar de vaginal para anal e quando estiver por alí faça sem medo de machucar
-alternar vaginal , oral, anal todo o tempo e narrar o que está rolando com uma certa perversidade
-avisar em alto e bom tom quando está pra gozar... é uma satisfação para quem sente e para quem olha
E por aí vai. Basicamente falta do que fazer depois de alguma transa, uma caneta e um papel por perto.
Sei lá, deve estar em alguma de minhas antigas agendas.
Desejávamos que fosse assim, de repente e sem frescuras. Rolava em qualquer lugar , de qualquer jeito. A dor sempre foi parte integrante do contrato que nos concedia o direito ao prazer.
Mais tarde iniciaríamos a fase *voyeur*, nas festinhas que rolavam em suites luxuosas de flats ou moteis. Ele sempre participava ativamente. Eu, como já disse, participava como telespectadora e na maioria das vezes filmava o que rolava ou tirava fotos em maquinas digitais. Para não comprometer o clima, afinal, pessoas que jamais imaginaríamos que poderiam participar daquilo deixavam na porta do quarto todas as suas inibições e mergulhavam , irreconhecíveis, libertas, num mundo paralelo onde o prazer carnal era o nosso único interesse, as imagens eram apagadas assim que a maioria dava uma olhadinha.
Escrito por CLARA MARINS às 01:47
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uma nova tentativa...
(sem fotos... apenas o básico... teclando só uma vez por semana)
*... não estamos vivendo a era da liberdade ... dizendo não aos princípios mais feministas... estamos vivendo intensamente a era da libertinagem... será que vc me entende? É preciso chegar ao fundo do poço para , num impulso pela sobrevivência, voltarmos à tona... *
Grades que construímos em torno de nós mesmos.
Aquela piscina era um espelho vivo refletindo o que não queremos ver ou pior, o que não queremos que os outros vejam.
A suíte parecia uma magazine do sexo. Mulheres lapidadas por bisturis. Seios e bundas peenchidos num fast food de vaidade extrema . Homens, seus corpos tão bem definidos e a virilidade *azul* . Gente pra todos os gostos. Era só escolher com quem e como.
Na maioria das vezes eu só observava.
Adorava vê-las juntas, sem a presença do macho dominante. Se tocavam com uma afinidade sem fim. Dedos e línguas , sussurros e olhares. Não havia possibilidade de alguma novata alí não se render à tamanha afinidade.
-venha comigo... querida!
Ela segurou minha mão e deitou em cima da mesa. Não demorou muito para que outras duas se aproximassem.
-a festinha aqui é particular meninas...
Suas mãos percorreram meu corpo de forma agressiva . Promoveu um revolução de sensações e em poucos minutos fez com que eu gozasse em seus dedos. Aproximou-se do meu rosto e me fez lamber sua mão...
-queria sentir seu gosto . É ótimo...
Ao vê-la retornando à piscina ví que ele esteve lá durante aqueles poucos minutos. Deitado num sofá próximo, sorriu. Claro, somente alguém que me conhecesse muito bem saberia que beijos demorados e preliminares meladas não me deixariam mais ou menos excitada. Tudo foi tão técnico que deveria supor que ela estava alí porque alguém havia pedido e esse alguém ofereceu àquela mulher todas as coordenadas , o jeito correto de proceder.
-como você é bobo...
-como você é gostosa...
Escrito por CLARA MARINS às 23:25
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